DIVINDADE

DEUS, JESUS E O ESPÍRITO SANTO


É possível ao homem ver a Deus?

O Velho Testamento presume que ninguém pode ver a Deus (Is 6.1-5). Quando Deus recusou mostrar sua face a Moisés em Êx 33.20, Ele estava recusando revelar-se totalmente a Moisés. O que Moisés viu quando avistou “as costas” de Deus foi uma revelação parcial da natureza divina. Em Gn 32.22-30 é-nos dito que Jacó viu a Deus. Todavia, isto foi na forma de um anjo. Homem algum jamais viu a plenitude da revelação de Deus em sua forma pura. Em Jo 1.18 ficamos sabendo que Jesus é quem nos dá a revelação de Deus. Foi na forma humana que Deus preferiu revelar-se a nós. Assim sendo, quando dizemos que certos personagens do Velho Testamento viram a Deus, devemos compreender o sentido em que isso aconteceu. Eles certamente não o viram como Jesus, o Filho, o vê e conhece.


Por que Deus permite a morte de uma criança quando seus pais são cristãos fiéis?

Toda vez que alguém tão jovem morre, ficamos nos perguntando a razão para isso. Mas o fato é que jamais poderemos saber o motivo. Algumas vezes ajuda compreender que vivemos num mundo imperfeito e Deus nem sempre interfere para impedir que sejamos vítima de doenças ou acidentes. Quando ocorre esse tipo de morte, o único consolo é apoiar-se na força de Deus. Ele está no controle deste mundo e pode dar-nos consolo nessas ocasiões, a fim de que possamos superá-las.

Deus responde às orações do pecador?

Deus conhece cada coração que está à sua procura. Ele se interessa especialmente pelas orações de seus filhos. Em At 10.1-8, a Bíblia fala de Cornélio, um homem que não era cristão, mas orava constantemente a Deus. No v.4 a Bíblia diz que suas orações subiram como memorial diante de Deus. Deus tomava conhecimento das orações de Cornélio. A Bíblia não diz que ele estava orando para que Deus lhe enviasse alguém. Mas Deus conhecia seu coração e sabia o que precisava, provendo, portanto um meio de fazê-lo conhecer o evangelho. No Sl 66.18 a escritura diz: “Se eu no coração contemplara a vaidade (iniquidade), o Senhor não me teria ouvido”. Lemos em Pv 28.9: “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável”. E Pv 15.29 acrescenta: “O Senhor está longe dos perversos, mas atende à oração dos justos”.

É certo chamar Deus de Jeová?

Esta palavra é encontrada em várias traduções da Bíblia. Em todos os manuscritos antigos disponíveis aos estudiosos, o nome de Deus no Velho Testamento é representado pelas consoantes JHWH. Toda vez que os judeus liam as escrituras, eles substituíam a palavra “Senhor” quando chegavam a este nome no decorrer da leitura. A fim de impedir que o nome de Deus fosse pronunciado, os escribas da Idade Média copiaram esta palavra com a adição dos sons vocálicos da palavra traduzida “Senhor”. Assim sendo, eles modificaram a palavra original, transformando-a em outra com o acréscimo dessas vogais. A palavra Jeová tem então sua origem neste termo híbrido, que foi criado colocando as consoantes de uma palavra hebraica com as vogais de outra. Não há nada de errado em usar este nome para Deus. O importante é nos referirmos àquele que é o único Deus.

Jesus teve irmãos?

Esta pergunta é respondida em Mc 6.3; Mc 3.31 e Gl 1.19. Alguns alegam que esses versículos se referem aos primos dele e não aos seus irmãos. Esta idéia, porém, faz surgir mais problemas em vez de resolvê-los. Em primeiro lugar, se os mencionados em Mc 6.3 fossem realmente primos de Jesus, por que então a palavra primos não foi usada nesta passagem como o foi em Cl 4.10? A única razão para alegar que esses homens eram primos de Jesus está no fato de alguns crerem, sem qualquer base bíblica, que Maria permaneceu virgem a vida inteira.

Jesus pregou uma doutrina diferente daquela de Moisés?

A melhor explicação do relacionamento entre a lei e o evangelho encontra-se em Gl 3.23-29. Paulo diz nesta passagem que a lei de Moisés serviu de aio até a chegada de Cristo. O evangelho de Jesus é o cumprimento da lei. Deus não deu a lei com a intenção de que durasse para sempre, mas para que através dela ele pudesse preparar o povo para receber o evangelho de Jesus.

Jesus teve possibilidade de escolha quanto à sua vinda para a terra e sua morte na cruz?

Em Jo 10.18, falando de sua própria vida, Jesus disse: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou”. Jesus não foi forçado contra a sua vontade a vir a terra e morrer na cruz. Ele aceitou voluntariamente o que Deus queria que fizesse e cumpriu a sua parte. As tentações de Jesus em Mateus 4 mostram que desde o início de seu ministério ele foi confrontado com a possibilidade de fazer a sua vontade e não a do Pai. Mas, em cada ocasião, ele decidiu colocar os desejos do Pai acima dos seus.

Jesus e Deus são a mesma pessoa?

Segundo a Bíblia, devemos observar tanto uma distinção como uma unidade entre Deus Pai e Deus Filho. Existem diversas escrituras no Novo Testamento que afirmam que Jesus é Deus (Hb 1.8; Tt 2.13). Tais passagens, como Mt 28.19, 1Co 12.4-6 e 2Co 13.14, indicam que existe uma pluralidade na divindade. Jo 1.1 diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”, e no v.14 diz: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.

Quais as datas dos principais acontecimentos na vida de Jesus?

Herodes o Grande, que ainda vivia quando Jesus nasceu, morreu cerca do ano 4 D.C.. Assim sendo, Jesus deve ter nascido antes que isso acontecesse. Segundo Lc 3.23 cerca de 30 anos se passaram entre o nascimento de Jesus e o seu batismo. O ministério de Jesus durou aproximadamente três anos. Isto indicaria que ele tinha 33 anos mais ou menos quando foi crucificado. A crucifixão de Jesus deu-se provavelmente por volta do ano 28.

As pessoas ainda recebem mensagens inspiradas de Deus através do Espírito Santo?

A revelação de Deus ao homem acha-se completa no sentido de que Ele revelou tudo que precisamos saber a fim de sermos salvos (Hb 1.1,2; 2Pe 1.3). Assim sendo, Deus não envia mais mensagens inspiradas mediante o Espírito Santo. Jd 3 ensina que “a fé” foi “de uma vez para sempre entregue aos santos”.

Como saber que a voz da profecia foi silenciada?

A Bíblia diz que Deus revelou-se a nós através de seu Filho (Hb 1.1,2). O Novo Testamento foi escrito por homens guiados pelo Espírito de Deus a fim de explicar a vinda de Jesus e ajudar os cristãos a conhecerem o significado do que estava para vir. Deus não apontou para uma revelação futura de si mesmo como fez o Velho Testamento. Nos dias do Velho Testamento, o povo foi aconselhado a esperar a vinda do Messias que viria. A única exortação no Novo Testamento relativa ao futuro é para que aguardemos a volta de Jesus. Não existe promessa de qualquer nova revelação; portanto, os cristãos aceitam a Bíblia como a palavra de Deus, final e cheia de autoridade. Além disso, existe um caráter definitivo sobre a revelação do Novo Testamento. A reunião dos documentos do Novo Testamento não lhe conferiu uma autoridade que antes não tinha, apenas reconheceu sua autoridade inerente. A Bíblia diz que todas as coisas que pertencem à vida e a santidade foram reveladas. Todas as promessas de Deus foram dadas. Toda palavra e mandamento que Deus quer que obedeçamos foram estabelecidos. A revelação completa e final de Deus em Jesus Cristo foi a última a ser feita.

Qual a evidência do Espírito Santo na vida da pessoa?

Em Gl 5.22,23 Paulo cita o fruto do Espírito. Os vários dons do Espírito são mencionados em passagens como Ef 4.11,12 e 1Co 12.4-11.

O dom de falar em línguas é para os cristãos de hoje?

Não. Falar em línguas não é para os cristãos de nossos dias. O que quer que a pessoa decida a respeito da possibilidade dos dons milagrosos na atualidade, deve ser decidido com base na palavra de Deus, e não na experiência pessoal. O fato do falar em línguas acontecer nas religiões pagãs assim como em situações completamente desligadas da religião, exige que a experiência seja excluída como prova de qualquer espécie. Quando examinamos o primeiro caso de línguas no Novo Testamento, descobrimos que os apóstolos falaram em Línguas que jamais haviam aprendido (At 2). Os estudos feitos com relação ao falar em línguas hoje em dia concluíram que o que acontece hoje não é uma linguagem, mas discursos extáticos. O falar em línguas hoje geralmente tem lugar numa atmosfera emocional onde o indivíduo é preparado e incitado a duplicar uma experiência que julga ter vindo de Deus. Além disso, os dons milagrosos descritos no Novo Testamento serviram ao propósito de confirmar a pregação do evangelho (Mc 16.20; Hb 2.1-4). Uma vez completada esta confirmação, não havia mais necessidade do mesmo. Segundo Jo 20.30,31, o registro escrito dos sinais e milagres confirmatórios é suficiente para produzir fé.